Maior cidade de Santa Catarina, tem em seus limites as sedes de gigantes da economia nacional que garantem força industrial, além de atrair mão-de-obra qualificada. |
Turismo  Joinville não vive só de trabalho. A preservação de diferentes culturas, principalmente a germânica, é outro motivo da fama internacional do município. Sede da única escola do Teatro Bolshoi fora da Rússia, a cidade é também um importante centro cultural. Os diversos eventos realizados ao longo do ano trazem milhares de visitantes à cidade. O mais importante deles é o Festival de Dança, o maior da América Latina e o quarto do mundo, palco para mais de 4.000 bailarinos; em seguida vêm a Fenachopp (outubro) e a Festa das Flores (novembro). A Tirovillefest e a Vinvenetto também já fazem parte do calendário nacional de eventos. Na cidade, visite o Mirante, na torre do Morro da Boa Vista, a 250 metros de altura, que oferece vista panorâmica de 360º da cidade e da região. Vá também à Praça da Bandeira e à Praça Dario Salles. São visitas obrigatórias: a Alameda Brüstlein, conhecida também como Rua das Palmeiras, abre alas ao Palácio dos Príncipes, com palmeiras plantadas em 1873; a Catedral Diocesana; o Mercado Municipal; o Centreventos Cau Hansen; o Shopping Mueller e a Estação Ferroviária, construção em estilo germânico datada de 1910. A cidade tem inúmeros museus e casas de memória, como a Casa Fritz Alt, a Casa da Memória do Imigrante, o Museu Nacional de Imigração e Colonização, o Museu de Arte de Joinville, o Arquivo Histórico, a Casa da Cultura, o Museu Arqueológico do Sambaqui, o Museu de Fundição, o Museu Nacional do Bombeiro (primeiro do gênero no País e em toda a América Latina) e o Museu da Indústria.
Natureza e Ecoturismo: conheça o Parque Ecológico Morro do Finder, com aproximadamente 500.000 m² de área de preservação de espécies ameaçadas de extinção. Outra dica é visitar o Parque Zoobotânico, que ocupa uma área de 40.000 m² de vegetação típica da Mata Atlântica e tem um belíssimo lago natural, e o Castelo dos Bugres, formação rochosa na Serra do Mar em forma de castelo - o acesso é feito por trilha ecológica, cortada por inúmeros riachos, em surpreendente incursão pela floresta. Ainda tem o Vale do Quiriri e o Monte Crista. Lazer: para quem gosta de programas junto à natureza, uma boa opção é o Recanto Jativoca, área de lazer com cavalos para montaria, passeios de trole, pescaria, pedalinhos e restaurante, e o Recanto Davet, semi-selvagem, ideal para quem quer usufruir do refúgio junto à natureza, numa área de 825.000 m². Há também o Orquidário Agrícola Boa Vista - um parque de cultivo de orquídeas, flores e plantas exóticas que se encontra aberto à visitação e comercializa espécimes da flora. Outro destaque é a Estrada Bonita, conjunto de casas em estilo enxaimel, com varandas de onde pendem samambaias e floridos jardins ao longo da estrada. Pequenas propriedades vendem produtos caseiros como pães, geléias, licores, biscoitos, melados e queijos, entre outros. Se você gosta de programas mais glamourosos, escolha um passeio no Barco Príncipe de Joinville III, que navega pela Baía da Babitonga e vai até a cidade histórica de São Francisco do Sul.
Destaque: destaque para as festas: o Festival de Dança, que reúne mais de 4.000 dançarinos na cidade no mês de julho; a Fenachopp, segunda maior festa realizada do mês de outubro no Estado, e a Festa das Flores.
Como chegar
Localização: Nordeste do Estado, a 180 km de Florianópolis. Coordenadas geográficas: 26º18'16" S (latitude) e 48º50'44" W (longitude). Acesso: o município fica às margens da BR-101. A cidade dispõe de aeroporto. O Acesso marítimo é feito pelo Porto de São Francisco do Sul, a 25 km de distância. Municípios limítrofes: Garuva (ao Norte); Araquari, Guaramirim e Schroeder (ao Sul); Oceano Atlântico e São Francisco do Sul (a Leste); Campo Aleger e Jaraguá do Sul (a Oeste). Área territorial: 1.183 km² Altitude: 3 metros em relação ao nível do mar. População: 429.604 habitantes (8,02% de Santa Catarina), sendo 213.535 homens e 216.069 mulheres (IBGE 2000). Eleitores: 302.930 eleitores (7,58% de Santa Catarina) (TSE 2004). CEP principal: 89200-000. Código DDD: 47. Clima: temperado. Temperatura média anual: entre 15ºC e 25ºC. Colonização: alemã, suíça e norueguesa. Principais etnias: alemã, suíça e norueguesa. Data de fundação: 09/03/1851. Data de criação do município: 15/08/1866, através da Lei nº 566. Data de instalação: 07/01/1869. Gentílico: joinvillense. Estrutura administrativa (2005-2008): prefeito: Marco Antonio Tebaldi (PSDB); vice-prefeito: Rodrigo Meyer Bornholdt (PMDB).
Principais atividades econômicas A base da economia de Joinville é a indústria, seguida pelo comércio e turismo de eventos.
Datas festivas 09 de março (aniversário da cidade); Julho (Festival de Dança).
Histórico
Habitualmente, remonta-se o surgimento da colônia Dona Francisca, atual cidade de Joinville ao contrato assinado em 1849 entre a Sociedade Colonizadora de Hamburgo e o príncipe e a princesa de Joinville (ele, filho do rei da França e ela, irmã do imperador D. Pedro II), mediante o qual estes cediam 8 léguas quadradas à dita Sociedade, para que fossem colonizadas. Assim, oficialmente a história de Joinville começa com a chegada da primeira leva de imigrantes europeus e a "fundação" da cidade em 9 de março de 1851. Sabe-se, no entanto, que há cerca de cinco mil anos, comunidades de caçadores e coletores já ocupavam a região, deixando vestígios (sambaquis, artefatos). Índios ainda habitavam as cercanias quando aqui chegaram os primeiros imigrantes. Por fim, no Século XVIII, estabeleceram-se na região famílias de origem lusa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje Estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram grandes lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz, milho entre outros.
Os primeiros imigrantes: por volta da década de 1840, uma grave crise econômica, social e política assolou a Europa. Fugindo da miséria, do desemprego, de perseguições políticas, milhares de pessoas resolveram emigrar. Um dos destinos era a colônia Dona Francisca, para onde vieram cerca de 17.000 pessoas entre 1850 e 1888. A maioria protestantes, agricultores sem recursos, estimados pela propaganda, que apresentava o lugar como se fosse um verdadeiro paraíso terrestre. A intenção da Sociedade Colonizadora, formada por banqueiros, empresários e comerciantes era, entretanto, auferir grandes lucros com a "exportação" dessa "carga humana" e estabelecer uma colônia "alemã", vinculada aos interesses comerciais alemães. O governo imperial brasileiro por sua vez incentivava a imigração visando substituir a mão-de-obra escrava por colonos "livres", ocupar os vazios demográficos e também "branquear" a população brasileira.
A evolução econômica: A indústria e o comércio, porém, começavam a se destacar: havia quatro engenhos de erva-mate, 200 moinhos, onze olarias. Exportava-se madeira, couro, louça, sapatos, móveis, cigarros e mate; importava-se ferro, artigos de porcelana e pedra, instrumentos musicais, máquinas e instrumentos agrícolas, sal, medicamentos, trigo, vinho, cerveja, carne seca e sardinha. Ainda nesse ano, Joinville é elevada à categoria de município (em 1866 fora elevada à vila, desmembrando-se politicamente de São Francisco do Sul).
Na década de 1880, surgem as primeiras indústrias têxteis e metalúrgicas. O mate transforma-se no principal produto de exportação da colônia Dona Francisca; o seu comércio, iniciado por industriais vindos do Paraná, deu origem às primeiras fortunas locais e consolidou o poder de uma elite luso-brasileira. Isso gerou uma tensão com a elite germânica, hegemônica até então, na luta pelo poder político local. Nesse período, Joinville já contava com inúmeras associações culturais (ginástica, tiro, canto, teatro), escola, igrejas, hospital, loja maçônica, corpo de bombeiros entre outros. No início do Século XX, uma série de fatos acelerou o desenvolvimento da cidade: é inaugurada a Estrada de Ferro São Paulo - Rio Grande, que passava por Joinville, rumo a São Francisco do Sul; surgem a energia elétrica, o primeiro automóvel, o primeiro telefone e o sistema de transporte coletivo. Na área educacional, o professor paulista Orestes Guimarães promove a reforma no ensino em Joinville. Em 1926, a cidade tinha 46 mil habitantes. Na economia percebeu-se o fortalecimento do setor metal-mecânico; entra aqui o capital acumulado durante décadas pelos imigrantes germânicos e seus descendentes.A partir de 1938, a cidade passou a sofrer os efeitos "Campanha de Nacionalização" promovida pelo governo Vargas: a língua alemã foi proibida, as associações alemãs foram extintas, alemães e descendentes foram perseguidos e presos. Essas ações intensificaram-se ainda mais com a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, acirrando os ânimos entre a população luso-brasileira e os alemães e seus descendentes, causando profundas seqüelas na sociedade local.
Manchester Catarinense: Entre as décadas de 1950 e 1980, Joinville viveu outro surto de crescimento: com o fim do conflito mundial, o Brasil deixou de receber os produtos industrializados da Europa. Isso fez com a cidade se transformasse em pouco tempo em um dos principais pólos industriais do país, recebendo por isso a denominação de "Manchester Catarinense" (referência à cidade inglesa de mesmo nome). O crescimento desordenado trouxe também problemas sociais que persistem até os dias atuais, como desemprego, miséria, criminalidade, falta de segurança pública e infra-estrutura deficitária. O perfil da população modificou-se radicalmente com a chegada de migrantes vindos de várias partes do país, em busca de melhores condições de vida. Aos descendentes dos imigrantes que colonizaram a região que hoje são minoria, somam-se hoje pessoas das mais diferentes origens étnicas, formando uma população de cerca de 500.000 habitantes. Joinville é uma cidade que pretende preservar sua história e inserir-se na "modernidade".
Copyright © 2003 -
Cechinel Informática. Todos os direitos reservados. O conteúdo deste Web Site somente poderá ser copiado com o consentimento do Webmaster e deve-se manter os créditos aos direitos autorais.
|